Bem estar: descubra como fatores internos e externos influenciam na queda capilar
Embora seja um processo natural, problemas de saúde, deficiências nutricionais e estresse podem intensificar essa diminuição dos fios, resultando em falhas no couro cabeludo e até mesmo calvície
A queda de cabelo é um processo natural do nosso corpo, com fios constantemente crescendo e caindo. Perder entre 50 e 100 fios por dia é considerado normal. Porém, fatores como problemas de saúde, deficiências nutricionais e estresse podem intensificar essa queda, resultando em falhas no couro cabeludo e até mesmo calvície, que afeta tanto homens quanto mulheres. Em alguns casos, a queda pode ser temporária, mas em outros, o acompanhamento médico se faz necessário. A seguir, baseado na Agência Eintein, veja respostas para as principais dúvidas sobre queda capilar, os sinais de alerta e os tratamentos disponíveis.
Cabelos caem diariamente?
O cabelo passa por um ciclo de vida dividido em três fases. A maior parte dos fios está na fase anágena, que é o período de crescimento, durando de dois a oito anos. Após essa fase, os fios entram na fase catágena, em que o crescimento cessa por algumas semanas. Por fim, ocorre a fase telógena, quando os fios se soltam do couro cabeludo e caem, permitindo que novos fios nasçam. Embora isso seja um processo natural, quando a queda é acentuada, pode se tratar de uma condição chamada alopecia, que exige investigação.
Quando devo me preocupar?
Embora seja normal perder até 100 fios por dia, a queda excessiva pode ser motivo de preocupação. Sinais de alerta incluem perceber muitos fios no travesseiro ao acordar, queda significativa ao passar as mãos pelo cabelo, ou ainda uma redução no volume, com o couro cabeludo se tornando mais visível. Outros sintomas, como lesões, coceira ou dor no couro cabeludo, também devem ser investigados por um médico.
Todas as quedas são iguais?
Não. Existem diferentes tipos de queda capilar, sendo as alopecias não cicatriciais as mais comuns – nessas, o cabelo tende a voltar a crescer. Um exemplo é o eflúvio telógeno, caracterizado por uma queda repentina de fios devido a fatores como estresse, cirurgias ou infecções. Outro tipo é a alopecia androgenética, também conhecida como calvície, que tem origem genética e pode afetar tanto homens quanto mulheres. Além dessas, há a alopecia areata, que provoca a perda de cabelo de forma irregular, e as alopecias cicatriciais, onde a inflamação destrói os folículos capilares, tornando a perda de cabelo irreversível.
O estresse influencia?
Sim, o estresse pode levar à queda temporária de fios. Eventos traumáticos, mudanças drásticas ou períodos de luto, por exemplo, podem desencadear o eflúvio telógeno agudo. Isso ocorre quando os fios, devido ao estresse, entram mais rapidamente na fase telógena e caem, geralmente três a quatro meses após o evento. No entanto, com o tempo, os fios voltam a crescer.
Quais condições podem causar a ação?
Doenças como COVID-19, dengue e sífilis podem resultar em queda de cabelo, assim como deficiências nutricionais, como a anemia e a falta de vitamina D. Alterações na glândula tireoide também podem contribuir para a perda capilar. Além disso, cirurgias, uso excessivo de medicamentos ou mudanças hormonais, como pós-parto ou menopausa, também são fatores desencadeantes.
A perda de cabelo pode ser revertida?
Depende do tipo de alopecia. Em casos de alopecias não cicatriciais, a recuperação é possível com diagnóstico e tratamento adequados. Já nas alopecias cicatriciais, a perda costuma ser irreversível. Uma das condições que tem preocupado especialistas é a alopecia frontal fibrosante, que causa retração da linha frontal do cabelo. Embora não haja cura, o tratamento precoce pode retardar a progressão da doença.
Toda queda de cabelo exige tratamento?
Nem sempre. Em casos transitórios, como após uma infecção ou evento estressante, o cabelo tende a voltar ao normal sem a necessidade de intervenção. Contudo, em casos crônicos, é importante investigar possíveis causas, como anemia, distúrbios da tireoide ou doenças autoimunes. No caso da alopecia androgenética, o tratamento é contínuo, sendo necessário acompanhamento médico ao longo da vida.
Tratamentos indicados?
O tratamento depende da causa da queda. Em casos de alopecias autolimitadas, não há necessidade de intervenção. Para casos crônicos ou de alopecia androgenética, são recomendados tratamentos tópicos, medicamentos orais, e até terapias como laser e transplante capilar.
Procedimentos capilares podem ser um fator?
Processos químicos como colorações ou uso excessivo de ferramentas de calor, como chapinhas, podem não provocar a queda diretamente, mas podem levar à quebra dos fios, conhecida como corte químico. Esse tipo de dano é comum em quem faz procedimentos agressivos nos cabelos, como descoloração ou alisamento.
O penteado e o corte de cabelo influenciam?
Sim, penteados muito apertados, como rabos de cavalo ou coques, podem causar alopecia de tração, que, em casos extremos, pode ser irreversível. Alternar os estilos de penteado e evitar prender o cabelo com força pode ajudar a prevenir esse tipo de problema. Já a frequência de corte de cabelo não influencia diretamente no crescimento dos fios, mas melhora sua aparência geral.