Evento apresenta pesquisas sobre solo, água, clima, florestas e sistemas de produção vegetal e animal
Parceria entre Itaipu, Embrapa, Esalq, Faped, Seab e IDR-Paraná promoverá workshop nos dias 8 e 9 de abril, em Foz do Iguaçu
A região sul do Mato Grosso Sul e parte do estado do Paraná se transformaram nos últimos quatro anos em um laboratório a céu aberto para investigações sobre os tipos de solos, seus usos para atividades agropecuárias e suas relações com água, clima e florestas. As pesquisas fazem parte do programa Ação Integrada de Água e Solo (Aisa), iniciativa que envolve diversos parceiros que farão, nos próximos dias 8 e 9 de abril, durante o II Workshop Aisa, em Foz do Iguaçu, uma apresentação preliminar dos resultados alcançados.
Entre as instituições envolvidas estão a Itaipu Binacional, Embrapa (com quatro de suas unidades: Embrapa Solos, Embrapa Soja, Embrapa Agropecuária Oeste e Embrapa Florestas), Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná, Instituto de Desenvolvimento Rural (IDR-Paraná), Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), e Fundação de Apoio à Pesquisa e ao Desenvolvimento (Faped).
As pesquisas do Aisa mobilizam mais de 400 profissionais das instituições parceiras e ocorrem em municípios do Sul Mato Grosso do Sul e nas regiões Oeste, Noroeste e Centro do Paraná, abrangendo bacias hidrográficas que contribuem para o reservatório da usina de Itaipu. O envolvimento da binacional reflete o cuidado da empresa com a região de contribuição hídrica para o reservatório da usina, foco das ações do programa Itaipu Mais que Energia, presente no Paraná e em 35 municípios do Mato Grosso do Sul.
Um dos objetivos da iniciativa está na transferência de conhecimento, facilitando o acesso a dados pelos produtores e contribuindo com a qualificação de recursos humanos e a elaboração de políticas públicas, planejamento territorial e manejo agrícola sustentável. Todos os projetos seguem uma metodologia transversal sobre como é o comportamento da água em condições de campo, considerando diferentes tipos de solo e diversas atividades agropecuárias.
A partir dessa metodologia, o programa está formando um extenso banco de dados nos temas mapeamento de solos e vegetação nativa, sistemas de produção vegetal e animal, agrometeorologia, hidrossedimentologia e hidropedologia. Isso faz desta uma iniciativa inédita e capaz de atender a objetivos convergentes dos setores hidrelétrico e agropecuário.
Para a produção hidrelétrica de Itaipu, esses dados irão aprimorar a modelagem hidrológica realizada pela Diretoria Técnica da empresa, utilizada para a previsão periódica da quantidade de água que chega ao reservatório em função das chuvas. Para o setor agropecuário, os dados demonstram que tecnologias conservacionistas, estudadas e recomendadas pelos projetos, como a rotação e a diversificação de culturas e o terraceamento agrícola, promovem melhor lucratividade e maior estabilidade de produção em anos de seca.
Alguns dos fatores que explicam esses benefícios são as melhores condições de infiltração de água no solo; menores perdas de água, solo e fertilizantes pela enxurrada; menores perdas de água por evaporação devido à palhada na superfície; e melhor disponibilidade hídrica do solo para as culturas. São esses mesmos fatores que também promovem a adequada produção de água nas nascentes e rios e o controle do assoreamento, da eutrofização, contaminação e poluição do reservatório de Itaipu e seus afluentes.
Serviço
II Workshop Aisa: Apresentação de Resultados Parciais
Quando: Dias 8 e 9 de abril de 2025
Horário: Das 8h30 às 18h30
Local: Cineteatro dos Barrageiros, na Itaipu (Foz do Iguaçu/PR)