Doação de órgãos: Guto Silva ressalta agilidade no Estado após transplante do pai
Rafael Silva, pai do secretário de Planejamento do Estado passou recentemente por um transplante de rim. O secretário conversou com o Correio do Povo sobre como foi este processo
Neste mês, Rafael Silva, pai do secretário de Estado e Planejamento do Paraná, Guto Silva, passou por um transplante de rim. Depois de seis anos aguardando pelo novo órgão, o ex jogador de futebol finalmente conseguiu passar pela cirurgia. “Foi um alívio para nós quando confirmaram o órgão para meu pai, porém o que mais me chamou a atenção foi a agilidade do processo após a confirmação”, disse Guto Silva.
O ex deputado lembra que o sistema de doação e transplante de órgãos no Estado é referência no País. Em 2020 o Paraná atingiu a marca de 41,5 doações de órgãos por milhão de população (pmp), e no mesmo ano teve o menor índice de recusa familiar no ranking nacional.
“As políticas de transplante no Paraná e do País são muito boas em função da logística. Sabemos que o Estado tem todo um trabalho de transporte ágil e rápido, e eu pude acompanhar isso na prática com o caso do meu pai”, ressalta o secretário.
Guto lembra que só sabe da agonia quem viveu por isso. “Esse é um assunto que você só acompanha quando algum ente querido passa por isso, e embora agora seja um alívio, foi uma agonia ficar esperando pelo órgão”, detalha ele.
“Agora meu pai está muito bem, o rim reagiu bem ao organismo dele e o que me deixa feliz é justamente essa expectativa de vida alongada”, finaliza Guto Silva.
Doação de órgão no Brasil
O Brasil conta com uma rede de hospitais e instituições especializadas em transplantes, que são responsáveis pela captação e distribuição de órgãos. A captação é feita apenas em casos de morte encefálica, ou seja, quando o cérebro do paciente para de funcionar e não há mais chances de recuperação.
Mesmo com bons resultados no Estado, o País enfrenta um grande desafio em atender a demanda. De acordo com a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (Abto), existem atualmente mais de 40 mil pessoas na fila de espera por um transplante no País.
Apesar da existência de programas governamentais e ONGs que buscam conscientizar a população sobre a importância da doação, a taxa de doadores ainda é baixa. A Abto ainda declarou que em 2020, a taxa de doadores efetivos no País foi de apenas 17,5 % por milhão de habitantes, enquanto a meta estabelecida pelo ministério da Saúde é de 20 doadores por milhão de habitantes.
Falta de informação e o medo
Esta baixa na adesão à doação de órgãos é resultado de diversos fatores, incluindo a falta de informação e o medo. Muitas pessoas acreditam em mitos relacionados à doação de órgãos, como a ideia de que os médicos não farão todo o possível para salvar a vida do doador ou que a retirada de órgãos pode interferir no processo de luto da família.