Nova cultivar de feijão é apresentada pelo IDR-PR

A IPR Águia tem ciclo de 88 dias, potencial produtivo em torno de 4,8 toneladas por hectare e porte ereto

Na última terça-feira (21), o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) apresentou a nova cultivar de feijão, a IPR Águia, que promete dominar os campos paranaenses. O principal atrativo comercial da nova cultivar é a sua resistência ao escurecimento dos grãos, o que permite maior tempo de armazenamento, algo que agrada tanto os agricultores quanto os consumidores de feijão.

De acordo com os pesquisadores responsáveis pelo desenvolvimento da nova cultivar, leva cerca de nove meses até que os grãos da IPR Águia comecem a ficar com aquele aspecto oxidado que desagrada o consumidor. Essa característica é uma reivindicação de toda a cadeia produtiva e é particularmente importante para os agricultores, pois possibilita estocar a produção e ganhar mais autonomia para decidir sobre a venda.

Ciclo produtivo

Além da resistência ao escurecimento dos grãos, a IPR Águia tem ciclo de 88 dias, potencial produtivo em torno de 4,8 toneladas por hectare e porte ereto, o que favorece a colheita mecânica direta. A nova cultivar é resistente à ferrugem, oídio e mosaico comum, e moderadamente resistente à antracnose, crestamento bacteriano comum, murcha de curtobacterium e mancha angular. Os grãos da IPR Águia têm alto teor de proteínas, cozimento rápido, com caldo consistente e saboroso.

A nova cultivar é adaptada aos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Mato Grosso. O vice-governador Darci Piana, que esteve presente na solenidade de apresentação da IPR Águia, destacou o trabalho de desenvolvimento de novas tecnologias para a agropecuária e lembrou que o Paraná é o principal produtor de feijão no país. Ano passado, foram produzidas 758 mil toneladas e, para este ano, a previsão é de algo em torno de 793 mil toneladas.